Komboteca viaja o Brasil e ocupa espaços públicos com poesia

Itnerância Poética
Imagem: Reprodução / Facebook Itinerância Poética

Uma komboteca como ponto de encontro e valorização da cultura. É com esse princípio que o projeto Itinerância Poética roda o Brasil. Em Fortaleza há três meses, o veículo repleto de livros foi parte da Feira Índice, na Maloca Dragão 2016, festival que reúne música, teatro, cinema e feira literária.

Criado pelo poeta “andarilho” Guilherme Salgado, de 31 anos, o movimento já passou por Minas Gerais, São Paulo e todos os Estados do Nordeste. “É o sonho viajar, encontrar outros poetas e aprimorar minha poesia”, disse o autor de Itinerância Poética (Editóra, 2013), Estirpe (Poesia Maloqueirista, 2014) e o livro-postal Poesia é Desenho (Editóra, 2016).

O projeto começou, há cerca de quatro anos, como forma de distribuir suas publicações. “Tinha uma primeira tiragem de um livro publicado de forma independente. Eram 300 ou 400 livros, e não tinha como circular”, conta. “Então surgiu aí, da necessidade de circulação do livro independente. A partir do primeiro livro, (o projeto) acabou virando um movimento. Foi adquirindo outros propósitos”.

Seu mais recente trabalho, Poesia é Desenho, é uma parceria com a artista-visual Ludmila Britto, de 34 anos. Professora do curso de Artes Visuais da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), Ludmila começou a trocar ilustrações com a poesia de Guilherme por correspondência. “A gente começou a brincar e sete meses depois chegamos nesse resultado do Poesia é Desenho. Todas as obras aí são muito verdadeiras”, narra Salgado.

Ocupando o Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura durante a Maloca, ele conta que qualquer rua, praça ou favela pode receber o projeto, que já realizou parceria com instituições educacionais. “A galera chega naturalmente. Está aberto a todos. A coisa é somar aos movimentos de ocupação dos espaços públicos que existem na cidade”. Guilherme revela que o público jovem, assim como os poetas, é quem mais dialoga e permanece.

O objetivo agora é viajar pelo Ceará. “Pelos planos… Como diz a poesia de um amigo meu, planos seguidos de enganos, seguidos de mais planos, seguidos de mais enganos. Tô planejando ir pra Aracati, depois Russas, Limoeiro, Cajazeiras e Cariri”.

“A poesia é o que me sustenta. Não só economicamente, mas ideologicamente, afetivamente”, revela. Quando perguntado quanto tempo permanece nos locais, ele não se atém aos limites. “Quem sabe? Depende da conjuntura da vida. A gente não tem governo sobre isso, não”.

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